" A informação se transmite, o conhecimento é adquirido através de informações."concatenado por Brenda

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Serviço de utilidade pública - Parte 4




“Vem pra minha ala que hoje a nossa escola vai desfilar
Vem fazer história que hoje é dia de glória nesse lugar
Vem comemorar, escandalizar ninguém
Vem me namorar, vou te namorar também
Vamos pra avenida, desfilar a vida, carnavalizar


Ah, oi, é... tudo bem? Sim, sim, a Tia Brenda hoje não virá.

Dia 27/09/2011, deu-se a apresentação do seminário do grupo acima descrito. O assunto em questão era Neologismo.
Haja visto que todos os Defenestrantes estão num mesmo grupo e que falar sobre si mesmo cai ali pro lado de Narcisismo, eu tomei a responsabilidade para mim.

Como todo mundo sabe ou não , o neologismo é a arte de inventar palavras ou de dar novo sentido a uma palavra ou expressão já existente. Ah, num sei se seu professor vai aceitar isso na prova, no entanto, trocando em miúdos, é isso mesmo.

Nossa querida Darli, iniciou o seminário, explicando que esses novos termos surgem como um modo de suprir uma necessidade vocabular. Nós, como falantes, sentimos necessidade em criar e recriar palavras e sentidos. Dela também foi o ponto poético da conversa: “
a língua é viva”.

Só pra deixar um ponto aqui: Ai, (<- momento frescura) ninguém imagina o quanto me emociona quando me dizem que a língua é viva!  Por dois aspectos: Por ser mecanismo comunicativo, ela não congela, ao contrário, está em constante recriação. E porque beijar na boca é muito bom justamente por termos a lín... hã? Não? tá, desculpa, quer dizer que não é nesse sentido? Vixe...


Mas, enfim, voltando, os principais processos de formação de Neologismos são:

Justaposição:

Quando você apenas junta os termos:
Manda+chuva= Manda-chuva
Ponta+pé= Pontapé

Aglutinação:

Aborrecido + adolescente = aborrescente

Verbalização:

Ele queria infinitar o assunto.

(que foi o que achei de mais fofo... O Daniel fazendo o grifo desse termo e achando lindo e poético. Oh, Deus, como eu acho fofo pessoas que acham palavras fofas! Se palavra fosse bichinho de estimação, lá em casa teríamos aos montes... Seria palavra rasgando o sofá, palavra subindo na mesa, fazendo coco na sala

...

Tá, vou tomar meu remedinho)


Prefixação e sufixação:

In + convivi + vel = inconvivível

Novo sentido dado a termos já existentes:

Burro (animal) = pessoa que não é inteligente
Gatinha (animal) = eu (ou seja, pessoa gata, coisa linda. Eu sei, não precisava explicar. Já estava claro)


Na Portela tem Mocidade, Imperatriz
No Império tem uma Vila tão feliz
Beija-Flor, vem ver, a porta-bandeira
Na Mangueira tem morenas da Tradição



Logo após, tivemos as explicações sobre neologismos na internet, lindamente feitas por Ana Simony, a desenhista mais fofa do mundo, que fez um desenho dos meus lindos cabelos com mechas variadas que nem eu sei mais que cores são,


Vc, blz, vlw, tbm, t+.


São neologismos. Você sabia?


Você sabia que:


=)
=*
=/
=(
=D
=P
9=)


também são?



Pois, pois, caríssimo internauta que me lê. Esses são exemplos de neologismos verbais e não verbais encontrados aí, nessa rede que nos liga.


(Se você, como professora Iara, não consegue distinguir o que são esses pontos, traços e letras, eu ajudo; Pense assim: '=' são olhos; ')' é boca. Agora bote a cabeça de ladinho '=)'. Enxergou?)




Depois dessa sacudida, passamos ao Neologismo na literatura.




O exemplo exposto foi, nada mais, nada menos, que o nosso queridíssimo prefeitíssimo eleito por meredecência "Odorico Paraguaçu". O Bem Amado, já que eu nem gosto de falar de literatura foi escrito por Dias Gomes e a nossa Tia Brenda =* trouxe-nos o nome original da obra, que é “Odorico na cabeça”.
Os neologismos que ele criou não são poucos. E cada um melhor que o outro, segue uma listinha básica:

- Acarajeizar, 
- Adulância
- Aforamente
- Alma lavada e enxaguada
- Anais e menstruais da História
- Apodrecento
- Cemitério na sua virgindade defuntícia
- Chegar aos finalmentes
- Confabulância sigilenta
- Coloquiamento sigiloso, com todos os acautelatórios
- Diversionismo desgastativo
- Desculpento
- Donzelas praticantes e juramentadas
- Emboramente
- Encupridamento de pequenos salários
- Epistolista
- Entrementemente
- Escravagem
- Esquerda badernista, desaforista e subversenta
- Esverdecido amarelento
- Ideia desapretechada de sensatismo
- Imprensa lida, olhada e escutada
- Larapista
- Maquiavelento
- Maucaratista
- Merecência
- Meticulância
- Não obstantes, não obstantemente
- Negativistas
- Pacatista
- Parede desalimentícia (greve de fome)
- Pecadilhista
- Prafrentemente, pratrasmente
- Puxa-saquista
- Talqualmente


Sinto a batucada se aproximar
Estou ensaiado para te tocar

Depois da nossa querida Brenda =*, seguiram as apresentações com chefinha, a Yonarah, com Neologismos na  ♪ Música. ♪

O neologismo, por ser a versatilidade em figura de palavra, se encaixa perfeitamente na música. Muitos autores lançam mão desse recurso linguístico e estilístico para criarem coisas maravilhosas...

Para ilustrar e sonorizar o assunto (e também porque essa música não me sai do juízo desde ontem) venho deixando trechos (porque eu realmente tô ouvindo e cantando enquanto escrevo) da música que serviu de base para a apresentação.

Observem, afastem as cadeiras, vistam um abadá e leiam e estudem e cantem comigo. Começando com um gritinho pra energizar: UHUL!


Carnavália (Carnaval + tropicália)

"Repique tocou
o surdo escutou
o meu corasamborim" (coração + samba + tamborim)




Para completar, o grupo muito bem organizado, ainda fez questão de recitar a poesia mais linda do mundo, que, inclusive, dará nome a minha próxima filha (na porta do quarto dela vai ter uma plaquinha, daquelas bem lindas, escrito: Teadoro, Teodora). Além de ser de Manuel Bandeira, que é conterrâneo do meu noivocoisafofaqueamomuito.

Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora”

(Manuel Bandeira)



Bom, meninos, meninas e caríssimos professores que por aqui passarem.

Fico feliz de ter feito o serviço de Utilidade Pública 4. 

=)

Fiquem bem, cuidem-se, escovem-se, banhem-se, estudem. Esse negócio de estudemento é importante para a formatização do conhecimento. Já diria Odorico, se não tivesse que ter ido livrar o cemitério daquela virgindade defuntícia....

Beijocas, 


Melzinha.



(Qualquer coisa, nesse assunto, escrevam para a Tia Brenda =*, para a chefinha Yonarah, para Darli, para Simony ou para Daniel. Tá, se quiserem escrevam pra mim: mel_uepb@hotmail.com)





segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Por que não conversar?






Quando esse blog nasceu, e eu infelizmente não estava presente, a ideia exposta foi de discutirmos assuntos tratados em sala de aula. No entanto, com o andar da carruagem, alguns comentários infelizes foram nascendo. Lamento. Normalmente a iniciativa cultural leva a esse tipo de coisa. Porém, não foi esse o intuito deste post. Ele apenas abre uma discussão muito maior.
Sou professora, puramente por amor. Lecionei espanhol para los niños por anos. Entrei no curso de letras para lecionar literatura portuguesa, cai em inglês por acaso. Mas ainda não é esse o foco do post. Quero apenas fazer pensar em assuntos diversos... somo-os ao contexto ao final.

Durante a aula de filosofia, com o professor Wallene, foi-nos apresentada uma proposta. Após assistirmos "Preciosa, uma história de esperança", nos foi lançada a ideia de associarmos o filme a nossa realidade educacional, tratando o assunto familiar como algo que interfere na sala de aula.

Como a família influi no desenvolvimento escolar do aluno?
Como a sociedade fecha os olhos para isso?
Como nós, professores, acabamos varrendo a sujeira para debaixo do tapete e fazemos prosseguir a segregação dentro da escola e, por fim, dentro da sociedade?

Tive uma experiência não muito fácil com sala de aula. Nessa época eu estava do lado de cá da força, do lado que não tinha sabre de luz ou qualquer coisa do gênero. Eu era aluna naqueles tempos.
Tive um colega com uma história de família muito dolorosa. Uma história não muito diferente de Preciouss. E era comum vê-lo sair da escola para socorrer a mãe que sofria maus tratos constantes de seu pai.
Tínhamos 15 ou 16 anos naquela época. Não era difícil percebê-lo em crise, mas era mais fácil omitir-se a isso. No entanto, estávamos todos no mesmo barco.
Do lado de lá, com a fama de durão, um professor reprovou esse aluno, por 0,01. Sim. Ele foi capaz de prejudicar toda a vida escolar de um aluno, com sérios problemas familiares, por 0,01 em química. Era o nosso último ano no Ensino Médio. Ele foi aprovado em todas as outras disciplinas. Porém, reprovado por conta desta.
O silêncio reinou sobre esse caso. O professor era supremo. 

Cadê a dignidade desse jovem?
Que será que foi feito dele? Foi entupir mais cárceres?
Onde mora a autoestima, os sonhos, os planos?
Onde estava a educação, a inclusão, os direitos humanos?

Não acredito na reprovação e não a defendo. Toda criança e todo jovem precisa ser visto como ser humano capaz de realizar grandes coisas, mas como ser humano capaz de sofrer grandes dores. Por que não conversar?

A família não é sempre o núcleo sagrado. Esses dias eu lia Tolstói e me deparei com uma passagem incrível "As famílias felizes são todas iguais. As infelizes são infelizes cada uma a sua maneira''. Apesar da generalização, o que ele diz tem muito sentido. Cada família tem seu problema. Não estou aqui para apontar soluções para esses problemas, mas para cutucar a situação atual e acomodada dentro da escola. Acertar, conhecer, se deixar conhecer é complicado, mas é possível.

No começo do ano letivo tive que ouvir de uma colega que "a pior coisa de uma escola é precisar aprovar um aluno sem capacidade". Isso me fez respirar fundo uma, duas, três vezes e responder que não se trata disso. Dói perceber que a colega não entendeu ainda o espírito da educação. Infelizmente ela não é um caso isolado.

Nas escolas formais, os alunos são reprovados por avaliações em provas escritas, que nada mais atestam que a incapacidade do professor. Ora, o dia a dia da criança não conta? As pequenas descobertas não servem? As perguntas inteligentes, a interação, a eficiência nos trabalhos em equipe. Estes momentos não representam?

Fizemos provas bimestrais para atestar que sabíamos falar? Para afirmar que sabíamos andar? Não. Precisamos fazer então para atestar que pensamos?

Não acredito, só para deixar claro, que a escola tenha o direito de interferir na vida familiar. No entanto, acho que é preciso observar. É preciso ir além, é preciso questionar. É preciso refazer o caminho e riscar os erros. A escola não está aí para cortar os brotos. Para impedir que nasçam os novos frutos. A escola é o refúgio e o ponto de partida. É na escola que eles pousam e decolam. É preciso abrir a mente, abrir as portas, porém, enquanto aqui estiverem, é preciso cuidar do ninho e tratar de ensinar-lhes para que servem suas asas. Assegurar o nosso respeito para com eles e assegurar o respeito deles para com eles mesmos e conosco.

Por que eu falei do blog lá em cima? Porque eu acredito que as pessoas estão mais preparadas para criticar que para ajudar. Não é simples estender a mão para ajudar o colega? Qual é a então a possibilidade existente de se esticar a boa vontade para ajudar um aluno? Educação não se faz com homens e livros e isso eu posso repetir sem medo de estar sendo totalmente radical. Educação se faz com ouvidos, coração, consciência e um pouco de intuição. Compaixão... não. Compaixão não é a palavra. Aliás, acho que a piedade nunca foi boa. Porém, se ela servir ao menos de estopim, caro colega professor, use-a. Mas use-a de modo a ajudá-lo a ver dentro de si e dentro do outro. É preciso olhar pra dentro do aluno e compreender que todas as dúvidas moram naquele poço, para sacar lá de dentro as certezas que ele mesmo não conhece e dizer-lhe "Vês? Esses são teus instrumentos de vida. Usa-os". A autoconfiança muda tudo, a educação lhe diz pra onde ir. Livros são o que vem pra acrescentar. Primeiro é preciso tornar o professor mais que um homem, é preciso torná-lo uma criança, capaz de se encantar, de se assombrar, de dar a mão. Depois é possível dar-lhe um livro e dizer, "vai, ensina."

Por que eu lhes disse sobre minha vida na educação? Porque ainda não me achei e ando experimentando os seus núcleos. Mas também pra lhes mostrar que na educação também estamos aprendendo. E mudando.

Ainda espero pelo professor que traga nos olhos a capacidade, que segundo os gregos, era o início do pensamento: A capacidade de se encantar.
(parafraseando Rubem Alves)


Até a próxima.


Melzinha.


(Dúvidas, sugestões, reclamações, tudo-tudo para mel_uepb@hotmail.com)



sábado, 24 de setembro de 2011

Serviço de utilidade pública - Parte 3

                  Como eu sou muito boazinha e promessa é dívida, cá estou eu novamente para falar sobre o lugar que o satélite caiu o seminário da quinta, 22/09/11. Antes de mais nada, peço desculpas aos leitores pelo Serviço de Utilidade Pública – parte 2, reconheço que não saiu como deveria. Mas, como falei nos comentários: nesse dia, por vários motivos, não deu. Então, tentarei fazer um post melhor hoje já que Mel se recusou a fazer por mim, espero conseguir.
                  Começarei pela formação do grupo: Gil perigosa, Grace, Júnior, Valdinele é o Word tá dizendo que esse nome não existe, juro que não sou eu! XD, Leonardo e Amélia aquela é que é mulher de verdade (não esquecer de apagar isso). O assunto apresentado por eles foi Empréstimos lingüísticos e estrangeirismo.   A equipe teve a gentileza de distribuir uma pasta(?) contendo o resumo da apresentação e um mini cd. O que facilita muito a nossa vida.
                  Se liguem na equação: mini cd + resumo que foi distribuído + as últimas postagens da nossa defenestradora Amélia Jessiely = Você com muita coisa para ler com muito mais informação! Mas se você é um dos desavisados que faltou (Perdeu! O mini cd é muito bonitinho, além de ter a música Samba do Approach, do Zeca Baleiro *-*), aí vai um pequeno resumo. Foi tirado da Tia Wikipédia, tá, gente?
        
         O empréstimo linguístico ocorre quando uma língua integra uma palavra existente em outra língua, sendo que a palavra não sofre grandes alterações e mantém o mesmo sentido. As palavras tomadas como empréstimo são igualmente denominadas empréstimos. Há que distinguir entre o empréstimo e o neologismo: uma palavra que é criada em português com base em palavras de outras línguas.
         O uso de palavras de origem estrangeira em português é denominado estrangeirismo: galicismo do francês, anglicismo do inglês, latinismo do latim, etc. Tal uso é considerado de mau tom por certos eruditos da língua; no entanto, tal posição não reflecte a dinâmica da formação do próprio português, que tal como todas as outras línguas europeias, teve a sua origem e continua hoje a transformar-se com a mistura e o contato entre diversas línguas.
         Segue-se uma pequena lista de palavras que a língua portuguesa tomou emprestadas de outros idiomas:

robotnik (do checo) => robô

beef (do inglês) =>  bife
qajaq (do inuit) = > caiaque 
squadrone (do italiano)=>  esquadrão
bambu (do malaio) => bambu
cha (do cantonês) =>chá
batata(do taino)=>  batata
tomatl(do nahuatl)  =>tomate
gymkhana (do hindi) =>gincana

Posts de Mel sobre o mesmo assunto:


Empréstimo linguístico. (Seminário, 22/09/2011)

 Logo menos estarei de volta!
=)
Brenda*

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Empréstimo linguístico. (Seminário, 22/09/2011)

Olá, leitores queridos e fofos.




(Um Sábado Qualquer - Carlos Ruas)



Seguinte: Eu não vou falar sobre o nosso seminário. Isso porque, a tia Brenda =* tá fazendo a parte dela criando os "Serviços de Utilidade Pública" e eu não quero atrapalhar.

Porém, como hoje eu só penso em duas coisas; 


Primeira: O satélite que vai cair e que até agora os cientistas não sabem aonde vai cair. Sabem apenas que NÃO É sobre a América do Norte. Sobre a América do Sul os fdp eles não sabem de nada: "Embora ainda não possa precisar o lugar do impacto, a Nasa descartou que o satélite artificial vá cair sobre a América do Norte." (Fonte: G1), e cuja faixa de provável queda inclui, entre outros, o Brasil inteirinho. Isso explica a tirinha ali em cima. Entenderam, né?


Segunda: Acordei com rinite, sinusite e tudo que mais tiver -ite. (que é um sufixo, que forma nomes técnicos, bastante usado na ciência) --

Decidi que vou colaborar com algumas citações que garimpei da minha apresentação e que acabam sendo bastante úteis para caso um estudante preguiçoso e sem vontade de ler o livro e escolher a melhor citação ocupado demais com a velocidade do dia-a-dia moderno, precise escrever sobre estrangeirismos e empréstimos linguísticos. O resto, ah, o resto Brendinha escreve. E eu já tô ansiosa pra ler.

Lá vai:



"Em matéria de língua, não há propriedade privada: tudo é socializado" (Roman Jakobson)


Bloomfield definiu a interação entre várias línguas como "a adoção de traços linguísticos diversos daqueles pertencentes ao sistema tradicional"


Saussure, aponta a tendência à adoção desses empréstimos como resultado da força do intercurso. Força do intercurso? Sim. Segundo o nosso querido Saussure, a língua convive com duas forças opostas: O espírito de Campanário e a Força do Intercurso.


O espírito de campanário faz com que uma comunidade linguística seja fiel às suas tradições e evite inovações e a força do intercurso obriga os homens a reagirem, favorecendo a disseminação de ideias.


“O empréstimo é a intromissão de um elemento de um sistema estranho no sistema considerado” (Camara Jr. 1965, p. 76)


     ______________________________________________



Nota: Sempre que estou vendo algo sobre o Satélite e algum jornalista informa que "...direto do Cabo Canaveral...", automaticamente me lembro de Pica-pau.






Sim, sim, é só pra registrar meu pensamento. Tá. Sim. Eu sei, o post tá nonsense hoje. Mas quem pode ficar completamente normal sabendo que alguma coisa lá fora vai atingir a nossa Terrinha coisamaisfofadomundo?

Não dá!

Eu tento pensar em coisas legais como chocolate e sorvete de flocos, mas eu tô com rinite. E tem um satélite caindo. Oh.




Sem mais para o momento, vou me recolher para curtir os meus dodóis.

(E ficar de olho no céu. #tenso)


Tá, calei.

=*



(se der tudo certo, se nosso mundo não explodir, me escrevam só pra dizer: haha, tô viva!


mel_uepb@hotmail.com)






quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Serviço de utilidade pública - parte 2

          Excepcionalmente, hoje não teremos foto bonitinha nem introdução engraçada. Irei direto ao ponto. Como prometi no último post, todos os resumos dos seminários serão postados aqui. Terça-feira, 20, se apresentou o grupo formado por Mônica, Geciane, Daniela e Elany, e o tema foi Composição de palavras.
        
         Composição é a formação de palavras novas e compostas a partir de palavras simples combinando dois ou mais vocábulos, ou dois ou mais semantemas.

Tipos de Composição de Palavras


Justaposição -
união de duas ou mais palavras, ligadas por hífen. Não há alteração nas palavras, continua cada uma com o seu acento próprio e ortografia da mesma forma como eram antes da composição.

médico-cirúrgico, pára-lamas, pé-de-cabra, chapéu-de-chuva, pau-de-arara, saca-rolhas, amor-perfeito 

Aglutinação - união de duas ou mais palavras que se subordinam a um único acento tônico. Há alteração em uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia.
Planalto (plano + alto)
 fidalgo (filho + de +  algo) 
                                                                                                                                                                                                                                                         
aguardente (água + ardente)


Devido problemas técnicos, o grupo não conseguiu exibir o vídeo que havia sido planejado. Segue abaixo, o vídeo em questão:
=*
Brenda*

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Luto

                                               http://3.bp.blogspot.com/-Bh9OvNhgRrk/TZ5FB3-naUI/AAAAAAAAALg/NZ-0MIrTSes/s1600/luto1.jpg

Bom. O post hoje é triste.


Eu poderia me reportar a várias coisas. Inclusive, sobre linguística. Mas hoje o post é triste.

Lamentamos muito pela sua perda, Darli. O falecimento de seu irmão nos remete a efemeridade de tudo.


Peço aos leitores que hoje, por um instante, quem puder rezar, reze. Quem puder orar, ore. Quem não puder crer em nada, que possa ao menos, elevar o pensamento ao que pode enviar boas energias. E enviá-las com o desejo de que possam amenizar a dor dos que ficam.

Que a família possa reunir forças, chorar seu luto sim, porque ele é necessário, mas que em algum momento possa concluir que foi um empréstimo. Deus nos empresta seus filhos, depois os leva de volta. Há tanto a se fazer! Deus leva de volta os que lhe são caros para que possam construir grandes coisas.


Peço que também enviem luz para todos, além de Darli, que hoje compartilham dessa dor da perda, desse vazio que sobra.


Hoje o post é triste. E nada poderá alegrá-lo.



" Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais!"

(Love in the afternoon - Legião Urbana)



Até a próxima vez...



Mel.

domingo, 18 de setembro de 2011

Estrangeirismo, informática e fim do mundo.



                                                      "A minha prima escreveu pra mim
                                                       E não fala mais venha cá, só fala “come here”
                                                       Eu vou mandar uma resposta breve
                                                       Para United States of Piauí”
                                                                                                    (Zeca Baleiro)



Você tem presenciado uma revolução.
Você tem vivido uma revolução.
E você está prestes a ver um satélite cair na terra.

Enfim, a parte do satélite não tem nada a ver com nosso assunto, mas, como estou diante de um belo céu azul, de um sol maneirinho e com o canto do vento sudoeste zunindo por aqui e como sempre penso que esse equilíbrio pode ser ferido pelo satélite UARS e que  o mundo pode vir a acabar junto com esse sosseguinho... eu resolvi escrever sobre esse assunto...

But, pera lá. Quem disse que não tem nada a ver?

A tecnologia muda o mundo a cada segundo. Mudam tudo, em absoluto. Vovó não sabe o que é um tablet e eu não tenho um, porquê, quando comprei meu notebook, ainda não tínhamos esses retângulos bonitinhos por um preço acessível.
Porém, como diríamos notebook se não fosse notebook? Computador portátil? Você se adaptaria a chamar de seu notebook de computador portátil? E como chamaria um netbook? Mini computador portátil?
AH, e um tablet? Como chamaríamos um tablet?  Mini retângulo que não é apenas um computador portátil e também não é um mini computador portátil, mas sim um negocinho que faz de tudo e ainda dá pra esconder dentro do fichário?

Atualmente, não conseguiríamos viver sem os estrangeirismos, sobretudo, na informática.
Duvida? Observe:

Processador
·         Segunda Geração do Processador Intel® Core™ i3-2310M (2.1GHz, 4 Threads, 3M cache)

Sistema operacional
·         Windows® 7 Home Basic Original 64-Bit em Português

Memória
·         4 GB de SDRAM DDR3 a 1333 MHz

Disco rígido
·         Unidade de Disco Rígido SATA de 640GB (5400RPM)

Placa de vídeo
·         Intel® HD Graphics

Monitor
·         Tela True Life WLED (720p) de 14.1 polegadas, Widescreen com Webcam de 1.3MP

Unidade óptica
·         Gravador de DVD/CD Dual Layer (Unidade DVD+/- RW 8x)

Cor
·         Black

Wireless
·Dell Wireless™ 1702 Half Mini Card (802.11n) com Bluetooth

Software de segurança
·         McAfee Security Center - 3 anos

Bateria principal
·         Bateria de 6 células

Entendeu? Agora, diga isso sem usar estrangeirismos.
É possível? Em alguns casos até é. Mas quero ver você passar a usar isso para se comunicar em meio aos profissionais da área. Quero ver como você se viraria se passasse a usar nomes como “Tela de resolução em alta definição em Cristal Líquido” ao invés de dizer HD LCD.
E que tal pedir um CD como “Olha, moço, me vê um disco compacto!” ou um DVD “Ah, e traz um Disco Versátil Digital também!”

Entenderiam? Depois de uns cinco ou seis “hã?!” sim, entenderiam. No entanto acredite: Eles se entreolhariam a pensar... “putz... é doido”.

O estrangeirismo na Informática é algo indissociável. Não há como entender de sistemas de informação e apontar o inglês como um intruso... ele não o é. Ele é parte integrante. Usa outro termo pra Photoshop, pra Corel Drawn, pra Print Screen. Vai, usa.

Há poucos empréstimos linguísticos na informática... Mas, claro, acontece algo como “oh, sim, deletei o arquivo”  ou como “Vou startar o programa”. Criando assim uma “derivação” do termo inicial.
Assim como acontece com Iceberg, a ausência de outro termo para apontar um fenômeno nos faz recorrer e manter alguns termos em sua língua de origem como é o caso de “backup”, “drive”, “notebook” e “netbook”  por exemplo. As palavras preservam a escrita e a fonética original e são perfeitos casos (entre inúmeros) de estrangeirismos.

Agora eu proponho um desafio. Passe numa loja de informática e compre um Tablet sem falar um estrangeirismo/empréstimo linguístico sequer.

Se conseguir, passa aqui e me conta. Eu faço um backup do seu comment e gravo num CD.

Hugs for all!


E até o mundo que vem!


(Porém se o mundo não acabar e você tiver dúvidas, me escreva para 
mel_uepb@hotmail.com)